
Ontem, ouvi umas das verdades mais marcantes da minha vida.
Eu construí uma vida em torno da qual , ninguém entra e a ninguém deixo entrar.
Depender dos outros, é algo a que fujo desde a infância. E todas as pessoas dependem de alguém. Pelo menos, para serem felizes, por algum momento.
Disseram-me que me refugio no lado mais invejoso da minha personalidade. É verdade!
Disseram-me que não sei reconhecer nos homens o prazer que me podem proporcionar. É verdade , também! E que não sei ver nos outros o reconhecimento que me dão.
A tudo dou consentimento, pois é a mais pura das verdades!
Não quero fazer o papel de vítima, pois toda a vida fugi a isso.
Foi assim , que me fui fazendo e provavelmente na pior forma possível. Deveria ter mais bagagem emocional. Deveria saber reconhecer mais os outros. É verdade. Deveria dar mais valor à minha mãe!
Quero mudar!
Mas, como?
Falo muito sem me escutar. Sem pensar em mim. Fujo de pensar sobre os meus sentimentos. Não crio laços.
A única pessoa a quem estou ligada morreu há 25 anos atrás.
Que vou fazer?
Sei que assim, estou a fazer sofrer muita gente.
O que mais se surge na cabeça, neste momento : é a justificativa que utilizo frequentemente: É a vida!! Isto serviu para fugir a muitas coisas e a necessidade de raciocinar.
Tudo passa! Também é outra.
Francamente, não sei.
Custa pensar sobre mim e mais uma vez vou fugir. Arranjar algo para fazer. Para não pensar!
Lost
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