sábado, 29 de novembro de 2008

Falar sem me ouvir


Ontem, ouvi umas das verdades mais marcantes da minha vida.

Eu construí uma vida em torno da qual , ninguém entra e a ninguém deixo entrar.

Depender dos outros, é algo a que fujo desde a infância. E todas as pessoas dependem de alguém. Pelo menos, para serem felizes, por algum momento.

Disseram-me que me refugio no lado mais invejoso da minha personalidade. É verdade!

Disseram-me que não sei reconhecer nos homens o prazer que me podem proporcionar. É verdade , também! E que não sei ver nos outros o reconhecimento que me dão.

A tudo dou consentimento, pois é a mais pura das verdades!


Não quero fazer o papel de vítima, pois toda a vida fugi a isso.

Foi assim , que me fui fazendo e provavelmente na pior forma possível. Deveria ter mais bagagem emocional. Deveria saber reconhecer mais os outros. É verdade. Deveria dar mais valor à minha mãe!

Quero mudar!

Mas, como?

Falo muito sem me escutar. Sem pensar em mim. Fujo de pensar sobre os meus sentimentos. Não crio laços.

A única pessoa a quem estou ligada morreu há 25 anos atrás.

Que vou fazer?

Sei que assim, estou a fazer sofrer muita gente.

O que mais se surge na cabeça, neste momento : é a justificativa que utilizo frequentemente: É a vida!! Isto serviu para fugir a muitas coisas e a necessidade de raciocinar.

Tudo passa! Também é outra.

Francamente, não sei.

Custa pensar sobre mim e mais uma vez vou fugir. Arranjar algo para fazer. Para não pensar!

Lost



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